Oração da Serenidade

"Concedei-me, Senhor, a serenidade necessária para aceitar as coisas que não posso modificar; Coragem para modificar aquelas que posso; e Sabedoria para conhecer a diferença entre elas. Vivendo um dia de cada vez; Desfrutando um momento de cada vez. Aceitando que as dificuldades constituem o caminho à paz. Aceitando, como Ele aceitou, este mundo tal como é, e não como Ele queria que fosse. Confiando que Ele acertará tudo contanto que eu me entregue à Sua vontade. Para que eu seja razoavelmente feliz nesta vida e supremamente feliz com Ele eternamente na próxima. Amém."

"Eu me entrego, com todos os meus problemas e com todos os que eu amo, bem como nossos futuros, nas mãos de Deus, e Nele confio."

"Não mostre ao seu Deus o tamanho do seu problema, mostre ao seu problema o tamanho do seu Deus"

Vida não precisa ter medo, basta ter cuidado!

"Se você for esperar pelo motivo certo para fazer alguma coisa, nunca faz nada."

(J)usto (E)special (S)alvador (U)nico (S)abio.

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Mensagem simples, mas de grande significado....


Uma garota segurava em suas mãos duas maçãs. Sua mãe entrou e lhe pediu com uma voz doce e um belo sorriso: " querida, você poderia dar uma de suas maçãs para mamãe?" A menina levanta os olhos para sua mãe durante alguns segundos, e morde subitamente uma das maçãs e logo em seguida a outra. A mãe sente seu rosto se esfriar e perde o sorriso. Ela tenta não mostrar sua decepção quando sua filha lhe dá uma de suas maçãs mordidas. A pequena olha sua mãe com um sorriso de anjo e diz: "É essa a mais doce."
Pouco importa quem você é, que você tenha experiencia, seja competente ou sabio. Retarde sempre o seu julgamento. Dê aos outros o privilégio de poder se explicar. Mesmo se a ação parece errada, o motivo pode ser bom.

segunda-feira, 25 de maio de 2015



Foi realizada uma competição entre a equipe de remo do Japão e a equipe de remo brasileira. A competição se inicia, mas o resultado não é favorável para a nossa equipe... Chegamos com uma hora de atraso em relação aos japoneses. Indignados, foram feitas várias reuniões para averiguar a causa da derrota. Assim ficou o resumo do relatório que fazia a comparação das equipes:

Japão:
1 Chefe de Equipe
10 Remadores

Brasil:
10 Chefes de Equipe
1 Remador

Descoberto o grande erro, a equipe brasileira foi remodelada para a próxima competição. Porém, perdemos novamente e, dessa vez, o nosso atraso foi de 2 horas. Mais uma vez foram convocadas reuniões e viagens para o estudo das causas. Segue o resumo:

Japão:
1 Chefe de Equipe
10 Remadores

Brasil:
1 Chefe de Equipe
3 Chefes de Departamento
6 Auxiliares de Chefia
1 Remador

Mais uma vez, o erro foi identificado e uma nova equipe foi montada... Tudo foi levado em conta: resizing, downzing, GQT e ainda economistas opinando, conceitos de modernidade e globalização passaram a ser considerados...
Porém, na hora da competição, o Brasil chegou com 3 horas de atraso. Mais reuniões, etc. Foi feito outro levantamento...

Japão:
1 Chefe de Equipe
10 Remadores

Brasil:
1 Chefe de Equipe
3 Chefes de Departamento
2 Analistas de O&M
2 Controllers
1 Auditor Independente
1 Gerente de Qualidade Total
1 Remador

Depois de muitos argumentos e discussões, chegaram à seguinte conclusão definitiva: o problema era, claro e evidente, do remador, que, com certeza,por culpa de influência do Sindicato e por causa de sua falta de treinamento generalista não era capaz de exercer sua atividade com eficiência.

A solução é privatizar ou terceirizar e/ou contratar um remador que não
seja da folha do clube.

Tá achando engraçado?

Agora o pior:
Essa história veio dos EUA, e foi apresentada por um professor da

Universidade de Maryland, sobre a administração no Brasil, como piada em sala de aula.

Imagem: lapalancadelexito.com

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Todo dia é Dia das Máes!!

Uma mulher chamada Ana foi renovar sua carteira de motorista. Pediram-lhe para informar qual era sua profissão. Ela hesitou, sem saber como se classificar.
– O que eu pergunto é se tem algum trabalho, insistiu o funcionário.
– Claro que tenho um trabalho, exclamou Ana. Sou mãe, disse.
– Nós não consideramos mãe um trabalho. Vou colocar dona de casa, disse o funcionário friamente.
Não voltei a lembrar-me desta história até o dia em que me encontrei em situação idêntica. A pessoa que me atendeu era obviamente uma funcionária de carreira, segura, eficiente, dona de um título sonante.
– Qual é a sua ocupação, perguntou.
Não sei o que me fez dizer isto. As palavras simplesmente saltaram-me da boca para fora:
– Sou Doutora em desenvolvimento infantil e em relações humanas, falei à funcionária.
A funcionária fez uma pausa, a caneta de tinta permanente a apontar pra o ar, e olhou-me como quem diz que não ouviu bem. Eu repeti pausadamente, enfatizando as palavras mais significativas.
Então reparei, maravilhada, como ela ia escrevendo, com tinta preta, no questionário oficial.
– Posso perguntar, disse-me ela, com novo interesse: o que faz exatamente?
Calmamente, sem qualquer traço de agitação na voz, ouvi-me responder:
– Desenvolvo um programa de longo prazo (qualquer mãe faz isso), em laboratório e no campo experimental (normalmente eu teria dito dentro e fora de casa). Sou responsável por uma equipe (minha família), e já recebi quatro projetos (todas meninas). Trabalho em regime de dedicação exclusiva (alguma mulher discorda?). O grau de exigência é a nível de 14 horas por dia (para não dizer 24).
Houve um crescente tom de respeito na voz da funcionária, que acabou de preencher o formulário, se levantou, e pessoalmente abriu-me a porta. Quando cheguei em casa, com o título da minha carreira erguido, fui recebida pela minha equipe: uma com 13 anos, outra com 7 e outra com 5. Do andar de cima, pude ouvir meu novo experimento – um bebê de seis meses – testando uma nova tonalidade de voz. Senti-me triunfante!
Maternidade… Que carreira gloriosa!
Assim, as avós deviam ser chamadas doutora-sênior em desenvolvimento infantil e em relações humanas, as bisavós doutora-executiva-sênior em desenvolvimento infantil e em relações humanas e as tias doutora-assistente.


Uma homenagem carinhosa a todas as mulheres, mães, esposas, amigas, companheiras, doutoras na arte de fazer a vida melhor!

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Quem não dá assistência, abre concorrência - Arnaldo Jabor

"Você homem da atualidade, vem se surpreendendo diuturnamente com o "nível" intelectual, cultural e, principalmente, "liberal" de sua mulher, namorada e etc.

Às vezes sequer sabe como agir, e lá no fundinho tem aquele medo de ser traído - ou nos termos usuais: "corneado". Saiba de uma coisa... esse risco é iminente, a probabilidade disso acontecer é muito grande, e só cabe a você, e a ninguém mais evitar que isso aconteça ou, então, assumir seu "chifre" em alto e bom som.

Você deve estar perguntando porque eu gastaria meu precioso tempo falando sobre isso. Entretanto, a aflição masculina diante da traição vem me chamando a atenção já há tempos.

Mas o que seria uma "mulher moderna"?

A princípio seria aquela que se ama acima de tudo, que não perde (e nem tem) tempo com/para futilidades, é aquela que trabalha porque acha que o trabalho engrandece, que é independente sentimentalmente dos outros, que é corajosa, companheira, confidente, amante...

É aquela que às vezes tem uma crise súbita de ciúmes mas que não tem vergonha nenhuma em admitir que está errada e correr pros seus braços...

É aquela que consegue ao mesmo tempo ser forte e meiga, desarrumada e linda...

Enfim, a mulher moderna é aquela que não tem medo de nada nem de ninguém, olha a vida de frente, fala o que pensa e o que sente, doa a quem doer...

Assim, após um processo "investigatório" junto a essas "mulheres modernas" pude constatar o pior:

VOCÊ SERÁ (OU É???) "corno", a menos que:

- Nunca deixe uma "mulher moderna" insegura. Antigamente elas choravam. Hoje, elas simplesmente traem, sem dó nem piedade.

- Não ache que ela tem poderes "adivinhatórios". Ela tem de saber - da sua boca - o quanto você gosta dela. Qualquer dúvida neste sentido poderá levar às conseqüências expostas acima.

- Não ache que é normal sair com os amigos (seja pra beber, pra jogar futebol...) mais do que duas vezes por semana, três vezes então é assinar atestado de "chifrudo". As "mulheres modernas" dificilmente andam implicando com isso, entretanto elas são categoricamente "cheias de amor pra dar" e precisam da "presença masculina". Se não for a sua meu amigo... bem...

- Quando disser que vai ligar, ligue, senão o risco dela ligar pra aquele ex bom de cama é grandessíssimo.

- Satisfaça-a sexualmente. Mas não finja satisfazê-la. As "mulheres modernas" têm um pique absurdo com relação ao sexo e, principalmente dos 20 aos 38 anos, elas pensam em - e querem - fazer sexo todos os dias (pasmem, mas é a pura verdade)...bom, nem precisa dizer que se não for com você...

- Lhe dê atenção. Mas principalmente faça com que ela perceba isso. Garanhões mau (ou bem) intencionados sempre existem, e estes quando querem são peritos em levar uma mulher às nuvens. Então, leve-a você, afinal, ela é sua ou não é????

Nem pense em provocar "ciuminhos" vãos. Como pude constatar, mulher insegura é uma máquina colocadora de chifres.

- Em hipótese alguma deixe-a desconfiar do fato de você estar saindo com outra. Essa mera suposição da parte delas dá ensejo ao um "chifre" tão estrondoso que quando você acordar, meu amigo, já existirá alguém MUITO MAIS "comedor" do que você...só que o prato principal, bem...dessa vez é a SUA mulher.

Sabe aquele bonitão que, você sabe, sairia com a sua mulher a qualquer hora. Bem... de repente a recíproca também pode ser verdadeira. Basta ela, só por um segundo, achar que você merece...Quando você reparar... já foi.

- Tente estar menos "cansado". A "mulher moderna" também trabalhou o dia inteiro e, provavelmente, ainda tem fôlego para - como diziam os homens de antigamente - "dar uma", para depois, virar pro lado e simplesmente dormir.

- Volte a fazer coisas do começo da relação. Se quando começaram a sair viviam se cruzando em "baladas", "se pegando" em lugares inusitados, trocavam e-mails ou telefonemas picantes, a chance dela gostar disso é muito grande, e a de sentir falta disso então é imensa. A "mulher moderna" não pode sentir falta dessas coisas...senão...

Bem amigos, aplica-se, finalmente, o tão famoso jargão "quem não dá assistência, abre concorrência".

Deste modo, se você está ao lado de uma mulher de quem realmente gosta e tem plena consciência de que, atualmente o mercado não está pra peixe (falemos de qualidade), pense bem antes de dar alguma dessas "mancadas"... proteja-a, ame-a, e, principalmente, faça-a saber disso.

Ela vai pensar milhões de vezes antes de dar bola pra aquele "bonitão" que vive enchendo-a de olhares... e vai continuar, sem dúvidas, olhando só pra você!"


(Imagem: www.kdfrases.com)

quinta-feira, 13 de março de 2014

Saudades-perpétuas - Lisiane Forte

Escrevo-te estas palavras para que saibas que hoje cedinho vi Maria.
Se tu vieste pelas bandas de cá, não iria reconhecê-la, porque mudou.
Maria está madura e carrega no rosto uma expressão diferente daquela moça que deixaste.
Maria vende frutas no mercado e carrega Teresinha para todos os lados.
Esta carta te mando através do João, que chega esses dias por aí. A propósito, espero que tenha agasalhos de sobra, porque ele não está acostumado com o frio que te assola. Podes enviar-me especiarias por ele? Hoje faço temperos, não mais temperamentos.
Lembrei de algo importante. Terás um sério problema para falar comigo, caso decidas escrever-me. Não sei o endereço deste novo lugar. Depois que partistes, em busca de teus ideais, venho a sofrer de amnésia. 
Agora de Maria, eu lembro. E como ela mudou.
Maria vive feliz e tira o seu sustento da terra onde mora. Ela vende as mais suculentas frutas dos campos do sul da nossa região.
Alguns dos nossos vizinhos dizem que Maria anda de pés descalços pelos terrenos secos e pedregosos das nossas colinas, colhendo suspiros-brancos-do-monte e saudades-perpétuas.
Termino aqui, pedindo a ti que não tenha mágoas de Maria, pois quem foi embora fostes tu.
E se encontrares Lúcia, dê-lhe um oi da minha parte. Caso não encontres, não precisas dizer nada. Adeus. Não se esqueças de mandar saudades a todos.

Saudades-perpétuas, cultivadas no Sul de Portugal

Lisiane Forte
Blog:  
http://esferadaalma.blogspot.com.br/

sábado, 1 de fevereiro de 2014

CURSO SÓ PARA HOMENS - INSCRIÇÕES ABERTAS - "VAGAS LIMITADAS"

Devido à complexidade e dificuldade de assimilação dos temas, os cursos terão um máximo de 08 (oito) participantes por sala. As inscrições estarão abertas durante a próxima semana.

TEMAS ABORDADOS:

TEMA 1 - Como se enche as fôrmas de gelo. (Passo a Passo, com apresentação de slides).

TEMA 2 - O rolo de papel higiênico: será que nasce no porta-rolo? (Mesa redonda)

TEMA 3 - É possível urinar levantando a tampa e sem respingar no vaso? (Práticas em grupo)

TEMA 4 - Diferenças fundamentais entre o cesto de roupa suja e o chão. (Desenhos e gráficos esclarecedores)

TEMA 5 - A louça do almoço: levita sozinha até a pia? (Exemplos em vídeo)

TEMA 6 - Perde-se a identidade se não tiver na mão o controle remoto? (Debate com um psicólogo)

TEMA 7 - Fazer a mala: incompetência nata ou incapacidade mental progressiva? (Iniciação lúdica)

TEMA 8 - Como aprender a encontrar coisas, começando por procurar no lugar certo em vez de remexer a casa toda aos gritos? (Passo a passo e exercícios de memorização)

TEMA 9 - Oferecer flores à esposa ou namorada não é prejudicial à saúde.(Gráficos e montagem audiovisual)

TEMA 10 - Os verdadeiros homens também pedem orientações a estranhos quando se perdem. (Depoimentos verídicos de comprovados machos e conferência)

TEMA 11 - O homem no lugar de co-piloto: é geneticamente possível não dar compulsivamente palpites durante as manobras de estacionamento! (Palestra e meditação em grupo)

TEMA 12 - Aprendendo a viver: diferenças básicas entre mãe e esposa. (Aula virtual com prática presencial)

TEMA 13 - Como ser acompanhantes em shoppings, sem protestar. (Exercícios de relaxamento e autocontrole)

TEMA 14 - Como pensar com a cabeça de cima. (Apresentação de slides mostrando onde ficam os neurônios)

TEMA 15 - Como lutar contra a atrofia cerebral: recordar aniversários, outras datas importantes e telefonar quando se atrasa.(Dinâmica em grupo)

Observação: Talvez sejam necessárias aulas extras de reforço pois os alunos normalmente apresentam enorme dificuldade em assimilar alguns (na verdade, quase todos) dos tópicos acima citados.

Encerramento do curso e entrega de diplomas aos sobreviventes


INSCRIÇÕES ABERTAS SOMENTE AOS HOMENS, FILHOS E SIMPATIZANTES (pois as mulheres já nasceram graduadas)


(Imagem: martinhatigresablog.blogspot.com)

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Aquela Canção


Naquele dia eu queria escutar.
Isso acontecia de tempos em tempos.
E aquela baladinha antiga, que só tocava no lado B do LP, estava arranhada.
Entristeci.
Naquele dia eu precisava escutar.
Isso também acontecia de tempos em tempos.
E havia um ritual solene para aquela música "acontecer".
Sim, ela acontecia, não tocava simplesmente.
Então, eu fechava os olhos molhados e tentava alcançar os ruídos que a agulha fazia ao reproduzir aquela canção.
Só que naquele dia, os sons da minha memória não conseguiam ser audíveis.
E o que fazer com o toca-discos? Porque não podia ser qualquer radiola para aquela baladinha antiga.
Busquei base de madeira nobre, agulha elíptica.
Tudo permitia uma leitura mais precisa, uma reprodução sonora superior.
Só que naquele dia, eu não podia mais escutar.

Lisiane Forte

http://esferadaalma.blogspot.com.br/2014/01/aquela-cancao.html?m=1



Despedida - Fabrício Carpinejar

"Adeus, meu amor, logo nos desconheceremos. Mudaremos os cabelos, amansaremos as feições, apagarei seus gostos e suas músicas. Vamos envelhecer pelas mãos. Não andarei segurando os bolsos de trás de suas calças. Tropeçarei sozinho em meus suspiros, procurando me equilibrar perto das paredes. Esquecerei suas taras, suas vontades, os segredos de família. Riscarei o nosso trajeto do mapa. Farei amizade com seus inimigos. Sua bolsa não se derramará sobre a cadeira. Não poderei me gabar da rapidez em abrir seu sutiã. Vou tirar a barba, falar mais baixo, fazer sinal da cruz ao passar por igrejas e cemitérios. Passarei em branco pelos aniversários de meus pais, já que sempre me avisava. O mar cobrirá o desenho das quadras no inverno. As pombas sentirão mais fome nas praças. Perderei a seqüência de sua manhã - você colocava os brincos por último. Meus dias serão mais curtos sem seus ouvidos. Não acharei minha esperança nas gavetas das meias. Seus dentes estarão mais colados, mais trincados, menos soltos pela língua. Ficarei com raiva de seu conformismo. Perderei o tempo de sua risada. A dor será uma amizade fiel e estranha. Não perceberei seus quilos a mais, seus quilos a menos, sua vontade de nadar na cama ao se espreguiçar. Vou cumprimentá-la com as sobrancelhas e não terei apetite para dizer coisa alguma. Não olharei para trás, para não prometer a volta. Não olharei para os lados, para não ameaçá-la com a dúvida. Adeus, meu amor, a vida não nos pretende eternos. Haverá a sensação de residir numa cidade extinta, de cuidar dos escombros para levantar a nova casa. Adeus, meu amor. Não faremos mais briga em supermercado, nem festa ao comprar um livro. Não puxaremos assunto com os garçons. Não receberemos elogios de estranhos sobre nossas afinidades. Não tocaremos os pés de madrugada. Não tocaremos os braços nos filmes. Não trocaremos de lado ao acordar. Não dividiremos o jornal em cadernos. Não olharemos as vitrines em busca de presentes. O celular permanecerá desligado. Nunca descobriremos ao certo o que nos impediu, quem desistiu primeiro, quem não teve paciência de compreender. Só os ossos têm paciência, meu amor, não a carne, com ânsias de se completar. Não encontrará vestígios de minha passagem no futuro. Abandonará de repente meu telefone. Na primeira recaída, procurará o número na agenda. Não estava em sua agenda. Não se anota amores na agenda. Na segunda recaída, perguntará o que faço aos conhecidos. As demais recaídas serão como soluços depois de tomar muita água. Adeus, meu amor. Terá filhos com outros homens. Terá insônia com outros homens. Desviará de assunto ao escutar meu nome. Adeus, meu amor."


sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Case-se com uma mulher que...



Difícil mesmo é sambar a dois. Afinar o ritmo, o compasso, o contratempo daquela melodia que se espera ser dançada pela vida inteira. Ainda mais complicado é definir quem tirar pra dançar. Ela vai ser seu primeiro sorriso pela manhã e seu último olhar de doçura antes de dormir. É com ela que você vai dividir os dias, os anseios, receios, as vitórias, derrotas e bem possivelmente, num futuro próximo, os genes. Dela, serão seus cafés da manhã regados a iogurte com cereais e pão francês, como também as viagens de fim de semana para um lugar aconchegante qualquer. As mãos dela serão o alicerce rumo a mais uma etapa sensacional na sua vida: o felizes para sempre (ou pela breve infinidade do sentimento). Mais do que sua parceira, ela precisa ser a sua melhor escolha. Mais do que companhia, ela precisa ser conforto, morada e paz, pra vida e para o coração.

Por isso, case-se com alguém que seja a sua maior torcida no futebol de sábado, no trabalho, na vida. Que vista a camisa do time, calce as chuteiras, entre no jogo ou simplesmente esteja preparada para recebê-lo no vestiário com o beijo mais acolhedor do mundo depois daquele cartão vermelho. Alguém que entenda o quão sagrada e preciosa é aquela cerveja com os amigos e o videogame de domingo a tarde. Uma pessoa que saiba cuidar e que ao mesmo tempo entende que regar demais a flor também maltrata o jardim.

Case-se com alguém que saiba dizer não, porque o respeito à individualidade e ao livre arbítrio do outro é o lençol que cobre a cama de sorrisos todas as noites antes de dormir. Que seja serenidade e calor nas manhãs de domingo. Que seja saudade e desassossego no momento da mais absoluta ausência.

Escolha uma mulher que saiba sorrir com você, de você e para você. Que aponte o caminho mais do que o erro e seja bússola quando faltar o norte. Eleja para o resto da vida aquela dotada da mais ardente coragem, seja para abandonar certas travessias, hábitos, rotinas, seja para peregrinar cada vez mais fundo em cada uma delas.

Opte por uma companheira que saiba reconhecer sua tentativa desastrada de cozinhar durante a crise de TPM dela e que seja disposta a eventualmente te acompanhar nos seus desatinos em série, como aquela corrida de kart com os amigos ou aquela trilha na montanha.

Case-se com alguém que diga sim não só ao que você tem de melhor, mas que saiba amar cada metade torta das suas falhas e defeitos (incluindo sua mania recorrente de deixar a toalha molhada em cima da cama). Escolha alguém que esteja inteiramente com você “apesar de”, porque fácil mesmo é se enlaçar por um olhar, um sorriso, um corpo escultural – o difícil é entender que em todo paraíso existe um pouco de tormenta. O que me leva a um ponto de suma importância: case-se com alguém que saiba ceder a uma discussão no momento certo. No amor vence quem sabe perder. Perder o orgulho, a vez, a discussão delimita a batalha de uma guerra em que os dois saem ganhando. Escolha alguém que não desista de você.

Abrace para o resto da vida a menina bailarina que exime o parceiro da liderança da valsa. Que se dispõe a guiar junto com você essa dança louca que é o amor, de pés no chão pra sentir a vibração do palco, o calor da plateia e as mãos bem dadas fluindo no tom da canção.

E talvez as palavras mais sinceras que eu poderia dizer seriam, case-se com a sua melhor amiga, a parceria das suas risadas mais gostosas. No fim de tudo, quando faltarem forças, palavras, a barba branquear, o cabelo ralear, quando a imagem do espelho não for mais a mesma, é a amizade que vai importar, que vai sustentar o edifício quando a estrutura do concreto esmorecer. É o quanto vocês conseguem dizer um para o outro muitas vezes sem se tocar, apenas ali no silêncio de um olhar, que vai garantir a solidez dos próximos capítulos desse livro.


Acontece que amor não tem pré-requisito, carta marcada, currículo e muito menos se fundamenta em uma lista de características. Minimizar os pontos de crise é bom e evita um bocado de dor de cabeça, mas se a pessoa que você escolher passar o resto da vida não apresentar o mínimo daquilo que você procura, que exista carinho suficiente para cativar e ser cativado. Fundamental mesmo é o amor. Então se case com a mulher que preencher de permanência seu coração. Determinadas clarezas só a alma da gente é capaz de dizer.


Imagens e texto: http://www.casalsemvergonha.com.br

domingo, 5 de janeiro de 2014

Saudade - Pablo Neruda

“Saudade é solidão acompanhada,
é quando o amor ainda não foi embora,
mas o amado já...

Saudade é amar um passado que ainda não passou,
é recusar um presente que nos machuca,
é não ver o futuro que nos convida...

Saudade é sentir que existe o que não existe mais...

Saudade é o inferno dos que perderam,
é a dor dos que ficaram para trás,
é o gosto de morte na boca dos que continuam...

Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade:
aquela que nunca amou.

E esse é o maior dos sofrimentos:
não ter por quem sentir saudades,
passar pela vida e não viver.


O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido.”

Imagem: amorartepoesia.blogspot.com

AMIZADE - Autor desconhecido

A amizade consegue ser tão complexa...
Deixa uns desanimados, outros bem felizes...
É a alimentação dos fracos
É o reino dos fortes

Faz-nos cometer erros
Os fracos deixam se ir abaixo
Os fortes erguem sempre a cabeça
os assim assim assumem-os

Sem pensar conquistamos
O mundo geral
e construimos o nosso pequeno lugar
deixando brilhar cada estrelinha

Estrelinhas...
Doces, sensiveis, frias, ternurentas...
Mas sempre presentes em qualquer parte
Os donos da Amizade...



Imagem: www.mensagenscomamor.com

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Dar um Tempo - Fabrício Carpinejar

Não conheço algo mais irritante do que dar um tempo, para quem pede e para quem recebe. O casal lembra um amontoado de papéis colados. Papéis presos. Tentar desdobrar uma carta molhada é difícil. Ela rasga nos vincos. Tentar sair de um passado sem arranhar é tão difícil quanto. Vai rasgar de qualquer jeito, porque envolve expectativa e uma boa dose de suspense. Os pratos vão quebrar, haverá choro, dor de cotovelo, ciúme, inveja, ódio. É natural explodir. Não é possível arrumar a gravata ou pintar o rosto quando se briga. Não se fica bonito, o rosto incha com ou sem lágrimas. Dar um tempo é se reprimir, supor que se sai e se entra em uma vida com indiferença, sem levar ou deixar algo. Dar um tempo é uma invenção fácil para não sofrer. Mas dar um tempo faz sofrer pois não se diz a verdade.

Dar um tempo é igual a praguejar "desapareça da minha frente". É despejar, escorraçar, dispensar. Não há delicadeza. Aspira ao cinismo. É um jeito educado de faltar com a educação. Dar um tempo não deveria existir porque não se deu a eternidade antes. Quando se dá um tempo é que não há mais tempo para dar, já se gastou o tempo com a possibilidade de um novo romance. Só se dá o tempo para avisar que o tempo acabou. E amor não é consulta, não é terapia, para se controlar o tempo. Quem conta beijos e olha o relógio insistentemente não estava vivo para dar tempo. Deveria dar distância, tempo não. Tempo se consome, se acaba, não é mercadoria, não é corpo. Tempo se esgota, como um pássaro lambe as asas e bebe o ar que sobrou de seu vôo. Qualquer um odeia eufemismo, compaixão, piedade tola. Odeia ser enganado com sinônimos e atenuantes. Odeia ser abafado, sonegado, traído por um termo. Que seja a mais dura palavra, nunca dar um tempo. Dar um tempo é uma ilusão que não será promovida a esperança. Dar um tempo é tirar o tempo. Dar um tempo é fingido. Melhor a clareza do que os modos. Dar um tempo é covardia, para quem não tem coragem de se despedir. Dar um tempo é um tchau que não teve a convicção de um adeus. Dar um tempo não significa nada e é justamente o nada que dói.

Resumir a relação a um ato mecânico dói. Todos dão um tempo e ninguém pretende ser igual a todos nessa hora. Espera-se algo que escape do lugar-comum. Uma frase honesta, autêntica, sublime, ainda que triste. Não se pode dar um tempo, não existe mais coincidência de tempos entre os dois. Dar um tempo é roubar o tempo que foi. Convencionou-se como forma de sair da relação limpo e de banho lavado, sem sinais de violência. Ora, não há maior violência do que dar o tempo. É mandar matar e acreditar que não se sujou as mãos. É compatível em maldade com "quero continuar sendo teu amigo". O que se adia não será cumprido depois.


(do livro "O amor esquece de começar")

Imagem: namorandoecia.blogspot.com

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

A ADIADA ENCHENTE - Mia Couto

Velho, não.
Entardecido, talvez.
Antigo, sim.

Me tornei antigo
porque a vida,
tantas vezes, se demorou.
E eu a esperei

como um rio aguarda a cheia.


Imagem: nuvemsobreoatlantico.blogspot.com

domingo, 29 de dezembro de 2013

Identidade - Mia Couto

Preciso ser um outro
para ser eu mesmo

Sou grão de rocha
Sou o vento que a desgasta

Sou pólen sem insecto

Sou areia sustentando
o sexo das árvores

Existo onde me desconheço
aguardando pelo meu passado
ansiando a esperança do futuro

No mundo que combato morro
no mundo por que luto nasço


(In "Raiz de Orvalho e Outros Poemas")


Imagem: variadasevariaveis.blogspot.com

sábado, 28 de dezembro de 2013

Façamos silêncio - Lisiane Forte

Façamos silêncio.
Nesse momento, alguém pode estar amando.
Sempre há possibilidade do silêncio no instante em que acontece o amor. Quando, diante do que encanta e arrebata, quedamos mudos em reverência.
Porque falamos demais por espelhos e entre sussurros, através de impulsos que nos despertam.
E o amor pode parecer embaraçado por estar ali, instalado, no meio de um discurso sem fim. Não esqueça que nos ensinaram desde cedo, que precisamos ser acolhedores e respeitosos com os hóspedes.
Façamos silêncio.
Relativiza todas as falas e faz cessar todos os juramentos impensados e repetitivos.
E, nesse momento, alguém pode estar amando.


Lisiane Forte

Ainda sobre o tema:

Em um mundo cheio de ruídos, produzir silêncio é uma arte.
Em 1952, o compositor John Cage apresentou uma peça de vanguarda ao público americano. O artista entrou no palco, sentou-se à frente do piano, ligou um cronômetro e, durante exatos 4 minutos e 33 segundos, ficou em silêncio. Para Cage, a música eram os leves murmúrios produzidos pela plateia atônita. Ao final desse tempo, ele levantou-se e agradeceu ao público como se tivesse acabado de apresentar uma de suas obras convencionais. O que o músico queria? Provocar reflexão em meio à ausência de som! Sua extravagante composição virou um clássico executado até hoje, batizado de 4'33.

http://esferadaalma.blogspot.com.br/2013/10/facamos-silencio.html?m=1

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

MEDO DE SE APAIXONAR - Fabrício Carpinejar

"Você tem medo de se apaixonar. Medo de sofrer o que não está acostumada. Medo de se conhecer e esquecer outra vez. Medo de sacrificar a amizade. Medo de perder a vontade de trabalhar, de aguardar que alguma coisa mude de repente, de alterar o trajeto para apressar encontros. Medo se o telefone toca, se o telefone não toca. Medo da curiosidade, de ouvir o nome dele em qualquer conversa. Medo de inventar desculpa para se ver livre do medo. Medo de se sentir observada em excesso, de descobrir que a nudez ainda é pouca perto de um olhar insistente. Não suportar ser olhada com esmero e devoção. Nem os anjos, nem Deus agüentam uma reza por mais de duas horas. Medo de ser engolida como se fosse líquido, de ser beijada como se fosse líquen, de ser tragada como se fosse leve. Você tem medo de se apaixonar por si mesma logo agora que tinha desistido de sua vida. Medo de enfrentar a infância, o seio que criou para aquecer as mãos quando criança, medo de ser a última a vir para a mesa, a última a voltar da rua, a última a chorar. Você tem medo de se apaixonar e não prever o que pode sumir, o que pode desaparecer. Medo de se roubar para dar a ele, de ser roubada e pedir de volta. Medo de que ele seja um canalha, medo de que seja um poeta, medo de que seja amoroso, medo de que seja um pilantra, incerta do que realmente quer, talvez todos em um único homem, todos um pouco por dia. Medo do imprevisível que foi planejado. Medo de que ele morda os lábios e prove o seu sangue. Você tem medo de oferecer o lado mais fraco do corpo. O corpo mais lado da fraqueza. Medo de que ele seja o homem certo na hora errada, a hora certa para o homem errado. Medo de se ultrapassar e se esperar por anos, até que você antes disso e você depois disso possam se coincidir novamente. Medo de largar o tédio, afinal você e o tédio enfim se entendiam. Medo de que ele inspire a violência da posse, a violência do egoísmo, que não queira repartir ele com mais ninguém, nem com seu passado. Medo de que não queira se repartir com mais ninguém, além dele. Medo de que ele seja melhor do que suas respostas, pior do que as suas dúvidas. Medo de que ele não seja vulgar para escorraçar mas deliciosamente rude para chamar, que ele se vire para não dormir, que ele se acorde ao escutar sua voz. Medo de ser sugada como se fosse pólen, soprada como se fosse brasa, recolhida como se fosse paz. Medo de ser destruída, aniquilada, devastada e não reclamar da beleza das ruínas. Medo de ser antecipada e ficar sem ter o que dizer. Medo de não ser interessante o suficiente para prender sua atenção. Medo da independência dele, de sua algazarra, de sua facilidade em fazer amigas. Medo de que ele não precise de você. Medo de ser uma brincadeira dele quando fala sério ou que banque o sério quando faz uma brincadeira. Medo do cheiro dos travesseiros. Medo do cheiro das roupas. Medo do cheiro nos cabelos. Medo de não respirar sem recuar. Medo de que o medo de entrar no medo seja maior do que o medo de sair do medo. Medo de não ser convincente na cama, persuasiva no silêncio, carente no fôlego. Medo de que a alegria seja apreensão, de que o contentamento seja ansiedade. Medo de não soltar as pernas das pernas dele. Medo de soltar as pernas das pernas dele. Medo de convidá-lo a entrar, medo de deixá-lo ir. Medo da vergonha que vem junto da sinceridade. Medo da perfeição que não interessa. Medo de machucar, ferir, agredir para não ser machucada, ferida, agredida. Medo de estragar a felicidade por não merecê-la. Medo de não mastigar a felicidade por respeito. Medo de passar pela felicidade sem reconhecê-la. Medo do cansaço de parecer inteligente quando não há o que opinar. Medo de interromper o que recém iniciou, de começar o que terminou. Medo de faltar as aulas e mentir como foram. Medo do aniversário sem ele por perto, dos bares e das baladas sem ele por perto, do convívio sem alguém para se mostrar. Medo de enlouquecer sozinha. Não há nada mais triste do que enlouquecer sozinha. Você tem medo de já estar apaixonada."


terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Feliz Natal! Feliz 2014!

Acho que isso expressa tudo que poderia dizer para desejar feliz Natal e um Ano Novo maravilhoso
Escrito por Regina Brett, 90 anos de idade, assina uma coluna no The Plain Dealer, Cleveland, Ohio.

"Para celebrar o meu envelhecimento, certo dia eu escrevi as 45 lições que a vida me ensinou.
É a coluna mais solicitada que eu já escrevi."

Meu hodômetro passou dos 90 em agosto,  portanto  aqui vai a coluna mais uma vez:

1. A vida não é justa, mas ainda é boa.

2. Quando estiver em dúvida, dê somente o próximo passo, pequeno .

3. A vida é muito curta para desperdiçá-la odiando alguém.

4. Seu trabalho não cuidará de você quando você ficar doente. Seus amigos e familiares cuidarão. Permaneça em contato.

5. Pague mensalmente seus cartões de crédito.

6. Você não tem que ganhar todas as vezes. Concorde em discordar.

7. Chore com alguém. Cura melhor do que chorar sozinho.

8. É bom ficar bravo com Deus Ele pode suportar isso.

9. Economize para a a posentadoria começando com seu primeiro salário.

10. Quanto a chocolate, é inútil resistir.

11. Faça as pazes com seu passado, assim ele não atrapalha o presente.

12. É bom deixar suas crianças verem que você chora.

13. Não compare sua vida com a dos outros. Você não tem idéia do que é a jornada deles.

14. Se um relacionamento tiver que ser um segredo, você não deveria entrar nele.

15. Tudo pode mudar num piscar de olhos, mas não se preocupe; Deus nunca pisca.

16. Respire fundo. Isso acalma a mente.

17. Livre-se de qualquer coisa que não seja útil, bonito ou alegre.

18. Qualquer coisa que não o matar o tornará realmente mais forte.

19. Nunca é muito tarde para ter uma infância feliz. Mas a segunda vez é por sua conta e ninguém mais.

20. Quando se trata do que você ama na vida, não aceite um não como resposta.

21. Acenda as velas, use os lençóis bonitos, use roupa chic.  Não guarde isto para uma ocasião especial. Hoje é especial.

22. Prepare-se mais do que o necessário, depois siga com o fluxo.

23. Seja excêntrico agora. Não espere pela velhice para vestir  roxo.

24. O órgão sexual mais importante é o cérebro.

25. Ninguém mais é responsável pela sua felicidade, somente você..

26. Enquadre todos os assim chamados "desastres" com estas palavras 'Em cinco anos, isto importará?'

27. Sempre escolha a vida.

28. Perdoe tudo de todo mundo.

29. O que outras pessoas pensam de você não é da sua conta.

30. O tempo cura quase tudo. Dê tempo ao tempo.

31. Não importa quão boa ou ruim é uma situação, ela mudará.

32. Não se leve muito a sério. Ninguém faz isso.

33. Acredite em milagres.

34. Deus ama você porque ele é Deus, não por causa de qualquer coisa que você fez ou não fez.

35. Não faça auditoria na vida. Destaque-se e aproveite-a ao máximo agora.

36. Envelhecer ganha da alternativa -- morrer jovem.

37. Suas crianças têm apenas uma infância.

38. Tudo que verdadeiramente importa no final é que você amou.

39. Saia de casa todos os dias. Os milagres estão esperando em todos os lugares.

40. Se todos nós colocássemos nossos problemas em uma pilha e víssemos todos os outros como eles são, nós pegaríamos  nossos mesmos problemas de volta.

41. A inveja é uma perda de tempo. Você já tem tudo o que precisa.

42. O melhor ainda está por vir.

43. Não importa como você se sente, levante-se, vista-se bem e apareça.

44. Produza!

45. A vida não está amarrada com um laço, mas ainda é um presente.

Feliz Natal meus amigos queridos!
Feliz 2014!


sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

EROTISMO NAS MÃOS ERRADAS - Fabrício Carpinejar




Não tire foto íntima com seu namorado. Por mais que acredite no relacionamento, por mais que confie na paixão de vocês.

Não faça nenhum vídeo caseiro de sua sexualidade. Não provoque com fotos de sua nudez para atiçar a curiosidade. Evite SMS sensual, que parece no momento somente uma brincadeira.

Vocês podem um dia se estranhar. Vocês podem um dia brigar.

Ele pode sofrer de um ataque de ciúme, de raiva e largar as imagens no Facebook ou espalhar para os amigos.

Ele pode querer se vingar e atacar.

O passado nas mãos erradas vira chantagem. A cumplicidade com o sentimento errado vira complô.

A personalidade de todos muda com a separação. Uns ficam mais carentes e inofensivos, outros ficam mais agressivos e truculentos.

Não estou dizendo que a culpa é de quem se entrega ou se partilha na sedução, o que estou dizendo que não custa se prevenir.

Não tirar fotos ou fazer vídeos é tão importante quanto colocar camisinha durante a relação sexual ou não beber no momento de dirigir.

Não dê nenhuma demonstração de amor expondo o corpo. Amor não precisa de provas.

Se quer se divertir ou se ver ou admirar, use o espelho com ele.


O espelho é uma câmera que não mata.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Quando o amor acaba...




Quando o amor acaba de repente, a mulher tão familiar que está na frente dele do outro lado da mesa do restaurante se transforma numa desconhecida. Em um estalo de dedos, anos de convivência se apagam completamente, como se um gigante tivesse passado uma borracha no álbum de fotos criado pela memória dos dois. O rosto dela lembra vagamente alguém que ele conheceu há muito, muito tempo, mas aquela pessoa já não está mais ali. Se clones humanos existissem, a pessoa do outro lado da mesa do restaurante certamente seria um deles.
O mal-estar é recíproco, mas de natureza diferente. Ao contrário dele, ela sabe muito bem quem está na sua frente – bem até demais. Ela sabe que o que está sendo prometido nunca será cumprido; sabe também que a voz dele diz uma coisa, mas a realidade do cotidiano diz outra. Se houvesse uma máquina capaz de traduzir a alma desse homem, aí talvez ela pudesse acreditar no que ele está dizendo. Nessa noite, porém, as palavras soam mais uma vez como sons sem sentido, frios como os copos intactos sobre a mesa do restaurante.
Dizem que as mulheres se casam imaginando que vão mudar os homens; os homens se casam acreditando que as mulheres não vão mudar. Mas a verdade é que as coisas mudam, mas as pessoas, não. Por que, então, esses dois insistiram tanto tempo e esforço no amor? Porque é da natureza humana. Porque é da inevitável e desumana natureza humana.
Ao contrário do que dizem os poetas, amor acaba, sim. Não há nada de romântico nisso, apenas uma verdade pragmática e palpável. Se você tem apenas um copo d’água para beber, é bom saciar a sede antes do copo ficar vazio. Às vezes apenas esse copo é suficiente, mas há ocasiões em que nem todos os mares do mundo podem acalmar seu coração.
Então é isso. Fim.
Quando o amor acaba, o monstro que estava escondido debaixo do tapete da sala acorda e domina rapidamente o apartamento. Frases que nunca deveriam ter sido sequer pensadas são pronunciadas com a determinação dos carrascos. Não se pode atravessar uma ponte que foi queimada; com as palavras acontece a mesma coisa.
Agora os dois se olham e sabem que não têm mais o que fazer. Dentro deles há uma dor contínua, uma tristeza que sai pelos olhos. Os dois corações estão vazios, porque no lugar daquele amor todo agora não existe nada. E a vida segue assim, imperfeita.


Texto de Felipe Machado do Blog Estadão

domingo, 1 de dezembro de 2013

O AMOR NO COLO - Fabrício Carpinejar


A dor não pede compreensão, pede respeito. Não abandonar a cadeira, ficar sentado na posição em que ela é mais aguda.

Vejo homens que não têm coragem de terminar o relacionamento. Que não esclarecem que acabou. Que deixam que os outros entendam o que desejam entender. Que preferem fugir do barraco e do abraço esmurrado. Saem de mansinho, explicando que é melhor assim: não falar nada, não explicar, acontece com todo mundo.

Encostam a porta de sua casa (não trancam) e partem para outra vida.

Não é melhor assim. Não tem como abafar os ruídos do choro. O corpo não é um travesseiro. Seca com os soluços.

Não é melhor assim. Haverá gritos, disputa, danos. É como beber um remédio, sem empurrar a colher para longe ou moldar cara feia. É engolir o gosto ruim da boca, aguentar o desgosto da falta do beijo.

Será idiota recitar Vinicius de Moraes: "que seja infinito enquanto dure". A despedida não é lugar para poesia.

Haverá uma estranha compaixão pelo passado, a língua recolhendo as lágrimas, o rosto pelo avesso. Haverá sua mulher batendo em seu peito, perguntando: "Por que fez isso comigo?"

Haverá a indignação como última esperança.

Haverá a hesitação entre consolar e brigar, entre devolver o corte e amparar.

Vejo homens que somente encontram força para seduzir uma mulher, não para se distanciar dela.

Para iniciar uma história, não têm medo, não têm receio de falar.

Para encerrar, são evasivos, oblíquos, falsos. Mandam mensageiros.

Não recolhem seus pertences na hora. Voltarão um novo dia para buscar suas coisas.

Não toleram resolver o desespero e datar as lembranças. Guardam a risada histérica para o domingo longe dali.

Mas estar ali é o que o homem precisa. Não virar as costas. Fechar uma história é manter a dignidade de um rosto levantado, ouvindo o que não se quer escutar. Espantado com o que se tornou para aquela mulher que amava. Porque aquilo que ela diz também é verdade. Mesmo que seja desonesto.

Desgraçadamente, há mais desertores do que homens no mundo.

Deveriam olhar fora de si. Observar, por exemplo, a dor de uma mãe que perde seu filho no parto.

O médico colocará o filho morto no colo materno. É cruel e - ao mesmo tempo - necessário. Para que compreenda que ele morreu. Para que ela o veja e desista de procurá-lo. Para que ela perceba que os nove meses não foram invenção, que a gestação não foi loucura. Que o pequeno realmente existiu, que as contrações realmente existiram, que ela tentou trazê-lo à tona. Que possa se afastar da promessa de uma vida, imaginar seu cheiro e batizar seu rosto por um instante.

Descobrir a insuportável e delicada memória que teve um fim, não um final feliz. Ainda que a dor arrebente, ainda é melhor assim.


Imagem: umlugarchamadomarte.blogspot.com

domingo, 16 de dezembro de 2012

Vencedor do Concurso - no boteco...


No boteco: concurso de brinde!

Antônio levanta seu copo de cerveja e brinda:
-"Quero passar o resto da minha vida, entre as pernas de minha esposa!"
Isto lhe rendeu o prêmio de melhor brinde da noite no buteco!
Voltou para casa e disse à sua esposa:
- Maria, eu ganhei o prêmio para o "Melhor Brinde da Noite no Buteco".
- Parabéns! E qual foi o brinde?
Sem coragem de contar a verdade, ele falou:
- Eu brindei: "Quero passar o resto da minha vida na igreja, sentado ao lado de minha mulher".
- Puxa, isso foi realmente muito bonito!
No dia seguinte, Maria encontrou um dos amigos de Antonio, que riu furtivamente e disse:
- Sabe, dona Maria, que o Antonio ganhou o prêmio de melhor brinde da noite?
E o brinde foi sobre você...
- Sim, ele me contou e eu fiquei surpresa, pois ele não é muito chegado no assunto. Desde que casamos ele só esteve lá uma vez...Eu até tive que puxá-lo pelas orelhas para fazê-lo entrar, as ele caiu no sono antes da "benção final".

PERDEU UMA ÓTIMA OPORTUNIDADE DE FICAR CALADO!!! rsrs...

Imagem: http://www.botecagem.com.br/2010/05/os-10-melhores-botecos-de-sao-paulo/

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

UMA BELA AULA DE DIREITO e de CIDADANIA.


Uma manhã, quando nosso novo professor de "Introdução ao Direito" entrou na sala, a primeira coisa que fez foi perguntar o nome a um aluno que estava sentado na primeira fila:

- Como te chamas?

- Chamo-me Juan, senhor.

- Saia de minha aula e não quero que voltes nunca mais! - gritou o desagradável professor.

Juan estava desconcertado. Quando voltou a si, levantou-se rapidamente, recolheu suas coisas e saiu da sala. Todos estávamos assustados e indignados, porém ninguém falou nada.

- Agora sim! - e perguntou o professor - para que servem as leis?...

Seguíamos assustados, porém pouco a pouco começamos a responder à sua pergunta:

- Para que haja uma ordem em nossa sociedade.

- Não! - respondia o professor.

- Para cumpri-las.
- Não!

- Para que as pessoas erradas paguem por seus atos.
- Não!!!

- Será que ninguém sabe responder a esta pergunta?!

- Para que haja justiça - falou timidamente uma garota.

- Até que enfim! É isso... Para que haja justiça. E agora, para que serve a justiça?

Todos começavam a ficar incomodados pela atitude tão grosseira. Porém, seguíamos respondendo:
- Para salvaguardar os direitos humanos...
- Bem, que mais? - perguntava o professor.
- Para diferençar o certo do errado...  Para premiar a quem faz o bem...

- Ok, não está mal, porém... Respondam a esta pergunta: agi corretamente ao expulsar Juan da sala de aula?...

Todos ficaram calados, ninguém respondia.

- Quero uma resposta decidida e unânime!

- Não!! - respondemos todos a uma só voz.

- Poderia dizer-se que cometi uma injustiça?

- Sim!!!
- E por que ninguém fez nada a respeito? Para que queremos leis e regras se não dispomos da vontade necessária para pratica-las?

- Cada um de vocês tem a obrigação de reclamar quando presenciar uma injustiça. Todos. Não voltem a ficar calados, nunca mais!

- Vá buscar o Juan - disse, olhando-me fixamente.

Naquele dia recebi a lição mais prática no meu curso de Direito.

Quando não defendemos nossos direitos perdemos a dignidade e a dignidade não se negocia.



MAGNÍFICO.

QUALQUER SEMELHANÇA COM NOSSO PAÍS NÃO É MERA COINCIDÊNCIA!!!